Entrevistas

Twiggy Ramirez na Kerrang! - Novembro-2000

A mão direita de Manson na Fama, Falência e Masturbação com massas de pizza.

Kerrang!: Onde e quando você conheceu Marilyn Manson a primeira vez?

Twiggy: Se não me engano, foi em 89 num shopping center em Coral Springs, Florida. Eu tinha um grande black power e Manson parecia algo como o “Satanic Emo Philips” (comédia nerd dos anos 80).

Kerrang!: Qual foi a primeira impressão que você teve dele?

Twiggy: Eu tentei vender uma fita do “Love and Rockets” para ele. Ele estava procurando pela Painkiller do Judas Priest. Por causa disso achei que ele era um metaleiro.

Kerrang!: E ele era?

Twiggy: Todos somos, não?

Kerrang!: Qual o seu papel não-musical na banda?

Twiggy: Deveria dizer que sou o instigador. É minha a função de instigar coisas e acabar com as pessoas. Às vezes gosto de fazer com que as situações pareçam muito mais estressantes do que realmente são. Você sabe, situações simples; se a banda está esperando para subir ao palco, então eu gosto de acabar com elas e deixa-las bem irritadas mas não comigo, mas pra deixa-los bombando para o show. Isso não tem a ver com sports, não é como uma equipe de hóquei ou algo do tipo, eu apenas faço isso para apertar o botão de cada um. Isto tende a deixar cada um pouco mais agressivo.

Kerrang!: Com o que Manson gosta de trabalhar?

Twiggy: Ele é minha alga gêmea, musicalmente, então é maravilhoso. Eu não diria que a gente concorda em tudo, nós temos muitos gostos em comum mas nós temos diferentes opiniões em certas coisas. Mas isso é balanceado. Nós discordamos em algumas coisas mas nós respeitamos a opinião do outro. Mas é difícil você discordar 100% de alguém que você confia na sua opinião.

Kerrang!: Qual foi a coisa mais prazerosa que você já fez desde quando se juntou a banda?

Twiggy: Acho que ter continuado nela. A coisa mais prazerosa que eu fiz talvez seja antes da banda. Foi quando eu trabalhava em uma pizzaria. O que aconteceu foi que uma fez eu me masturbei com a massa de pizza. Mas foi tudo bem porque eu joguei isso fora, eu não servi ela. Mas por algumas razões, eu ainda sinto uma culpa por ter tido relações sexual com a massa da pizza.

Kerrang!: Seria isso, talvez porque você nunca retornou as ligações dela?

Twiggy: (Risos) Sim, eu nunca liguei de volta para a massa da pizza.

Kerrang!: Você é visto como o típico rockeiro disperdiçado na banda, isto é justo?

Twiggy: Sim e não. Eu posso ser responsável, mas eu vejo que as pessoas notam que aquilo não passa de um caso. Sim, eu tenho um estilo de vida ‘rock’n roll’, mas eu não planejo em morrer por enquanto. No mínimo, não por causa de drogas e bebidas. Mas eu curto esse estilo de vida e tento não esconde-lo então, se as pessoas apontarem o dedo para mim, por ser esse tipo de cara, pra mim está tudo bem. É melhor ser algo usado do que sem uso. Pelo menos sou bom para alguma coisa.

Kerrang!: Qual seu album favorito da banda?

Twiggy: Eu tenho que dizer o novo, “Holy Wood (In The Shadow Of The Valley Of Death)”. Obvio, "Antichrist Superstar" tem um lugar no meu coração porque foi meu primeiro album, as primeiras músicas que eu fiz com a banda. Mas agora, com a evolução da banda, nós estamos fazendo albums melhores e eu sou orgulhoso deles. Mas é tipo escolhendo suas crianças, qual das suas crianças você mais gosta. Eu gosto de onde estamos agora. Está é a razão de eu estar dando esta entrevista.

Kerrang!: Qual sua música favorita para tocar ao vivo?

Twiggy: Irresponsible Hate Anthem.

Kerrang!: Vocês gravaram o Holy Wood na legendária mansão de Harry Houdini. Quanto agradável foram as gravações?

Twiggy: Eu me lembro muito bem quando nós estavamos escrevendo o album e depois quando estavamos mixando, mas quando estavamos na Houdini, onde o ábum foi gravado, eu não me lembro muito bem. Eu realmente não consiguo lembrar das gravações das músicas. Eu acho que a razão de ter estado lá foi devido a grande variedade de emoções correndo ao seu redor. E também tinha o rumor que a mansão era mal-assombrada, que eu ri por um tempo mas, realmente tinha algo estranho naquele lugar. Tudo que posso dizer é que eu sentia que existia alguma coisa lá, definitivamente.

Kerrang!: Como as conseqüências de Columbine afetou você?

Twiggy: Me deu a oportunidade de tirar um tempo para mim. Nós tivemos que voltar para casa pois ninguém queria, profissionalmente, estar ao nosso redor por um tempo, depois daquilo. Eu não me importo de você perguntar isso aqui mas o que me deixava incomodado era o fato das pessoas sempre perguntando sobre isso. Você automaticamente fica associado com aquilo. Mas as pessoas adoram julgar e apontaram a Marilyn Manson como o grande culpado. É triste que as pessoas sejam ignorantes assim.

Kerrang!: Você se importa que a pessoa Marilyn Manson pareça estar ofuscando a imagem da banda Marilyn Manson?

Twiggy: Não pois sou fan dos dois Marilyn Manson, o cara e a banda. Eu gosto dos dois. Eu não considero isso muito restrito, eu sou capaz de colocar meus pés para fora e me manter visível. E também, estando nas sombras, eu não preciso tomar responsabilidade por tudo que vem. A atenção que o Manson ganha, vem com responsabilidade. Eu estou satisfeito que não preciso carregar isso sobre meus ombros.

Kerrang!: Porque você acha que o Mechanical Animals não vendeu muito?

Twiggy: Porque as pessoas tem expectativas irreais quando se trata de Marilyn Manson. Nós não somos uma banda pop. Não vendeu mais que o Antichrist Superstar, mas não foi um fracasso pra mim. Nós não estamos aqui para vender discos assim como os Backstreet Boys.

Kerrang!: Quem é o seu amigo mais intimo na banda?

Twiggy: Tenho que dizer o Manson, eu conheço ele a mais tempo.

Kerrang!: O que seus pais acham do que você faz?

Twiggy: Eu não conheço meu pai verdadeiro, mas minha mãe ama o que fazemos. Ela sempre vai aos nossos shows.

Kerrang!: É facil manter um relacionamento numa banda com Marilyn Manson?

Twiggy: Para mim, pessoalmente, eu não posso ser monogâmico agora, então eu não preciso mentir pra ninguém. Eu tento ser honesto.

Kerrang!: Qual a melhor e a pior coisa sobre Marilyn Manson?

Twiggy: A pior coisa é que você não dorme e a melhor é que você não dorme.

Kerrang!: Você ainda curte drogas?

Twiggy: Sim. Mas eu não uso drogas para ser criativo, eu sou criativo e por acaso eu uso drogas. Eu uso drogas como uma diversão, algo pra se distrair. De qualquer forma, eu sou criativo, usando ou não as drogas. Minha droga de preferência? Viagra.