Entrevistas

Entrevista de Madonna Wayne Gacy para a revista Circus.

Bem, costuma ser normal um show no qual a multidão se aglomera e se arrebenta, e as caixas de som estourando e quase que caindo em cima do público?

Realmente eu acho que nós quebramos menos coisas que normalmente. Nós apenas quebramos duas guitarras, um monte de garrafas de cerveja e algumas coisa misteriosas. Vocês me desculpem mas eu continuo cuspindo sangue sem querer. Hoje a noite eu comi, acidentalmente, um pedaço de vidro. Eu parei de beber por um tempo, só para ver se eu conseguia.... um desafio contra mim mesmo. Eu estava bebendo apenas água, e todos eles só me traziam cerveja. Então enquanto eu caminhava no palco, eu quebrei todas as garrafas de cerveja. Ou seja o chão do palco ficou cheio de cacos de vidros espalhados pelo chão. Então todo a hora que eu fazia alguma coisa, eu acabava me cortando nos vidro. Esse é o preço pago pela minha estupidez.


Quando a banda foi para o estúdio gravar esse novo álbum, havia algum tipo de plano definido ou um tema no qual vocês construiriam em cima. Você teve algum espaço para criar?

Sempre existe um espaço para criarmos. Geralmente, todo mundo escreve sua parte na musica. O Sr. Manson não chega para mim e diz: “ Toque as partes do teclado assim”. Ele apenas chega com as idéias de vocais e eu faço a minha parte.


Neste álbum, existem mais espaços para você estender sua musicalidade na composição?

Isso é um pouco difícil para eu dizer. Quando se está dentro da banda, não se consegue ver. Para mim, sempre tem sido igual. Nós temos trabalhado para o Manson durante 6 anos. Nós ainda não percebemos nenhuma grande mudança.


Quais eram as diferenças entre a gravação desse álbum e do Portrait?

Neste álbum, nós fizemos coisas realmente bizarras no estúdio para tentar manter a vibração certa. Nós fizemos alguns pequenos e estranhos contratempos para nos dificultar. Nós paramos de comer e dormir e fizemos algumas coisas em uma tentativa de alterar nossa própria percepção. É estranho, existem muitas coisas estranhas nesse álbum. Constantemente nós encontramos algumas coisas estranho nele, algo que sempre esteve lá, mas só percebemos mais tarde.


Qual foi a parte mais difícil ocorrida durante a gravação desse álbum?

Morar em New Orleans, Eu odeio aquele lugar. Lá existe uma linda arquitetura e uma agradável estação de inverno, mas o verão é extremamente quente. O legal disso é que o ódio é tanto, que acaba saindo e sendo filtrando para a gravação. Eu acho que isso acaba sendo bom. Há algumas arquiteturas surpreendentes e uma boa cultura mas é igual a aquelas cidades em que uma minoria domina e todo mundo é imundo, bebe e fede. As pessoas acham que vivendo assim, se tornam de alguma maneira, mais reais, mas eu não acho que viver assim se tornem mais reais.


Eu acho que, neste álbum você não quis estar em um lugar ideal. Isto poderia tirar os seus limites?

Nós não procuramos um lugar ideal, nós fazemos o lugar ideal. Nós sempre carregamos um ódio, má conduta ódio e alguns momentos ruins para onde a gente for. Nós não precisamos de uma cidade pra adicionar isso. Geralmente nós somos miseráveis e revoltados, não importa onde estamos. Então quando você tem um álbum feito neste lugar, pôde ter sido bom nesse sentido, mas eu terei que pensar sobre isso. Daqui a alguns anos, eu posso poder reavaliar essa pergunta mas agora eu só quero saber de sair de lá.


Durante a gravação deste álbum, sobrou algum material que pode ser usado na produção de álbuns futuros?

É realmente sobrou bastante coisa. Neste álbuns foi gravado apenas a metade do que temos. Temos material para mais dois álbuns.